quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

despedida de nós dois

não tem jeito... eu sempre irei escrever para você. 

a solidão não bateu de madrugada e sim, de manhã. hoje acordei com uma sensação estranha ao lembrar que não te tenho mais em minha vida. aliás, foi você quem me baniu da sua. 
sempre tive medo que esse dia chegasse e olhe só, chegou... e eu me sinto mal... pra caramba. 
eu estava olhando o feed do facebook e vi uma imagem com os seguintes dizeres: já aprendi que as pessoas que mais amamos podem nos magoar e temos que ser fortes, lembrar das coisas boas para perdoar e deixar o tempo levar. 
eu acho que o tempo levou você de mim.

você me conhece tão bem e sabe o quanto eu surto quando perco o que me faz bem... eu entro em abstinência de ti, amor. 

mas eu não posso negar que, eu causei tudo isso. 

eu ainda te observo e peço aos deuses para que você sinta a minha falta também. não precisa voltar (eu sei que você jamais faria isso, você tem um orgulho do tamanho do universo), mas apenas sinta a minha falta. 
quando se deitar em sua cama, lembre-se da minha voz rouca, lembre-se da minha risada, lembre-se dos meus medos, lembre-se dos nossos planos que nunca irão acontecer... lembre-se de mim. lembre-se da minha cor favorita e o quanto ela me faz bem. 

[você causa o azul mais bonito em mim]

lembre-se de nós. lembre-se do quanto nos fizemos bem, mesmo por tão pouco tempo. 

sempre lembrarei de você, das suas manias, das suas palavras, dos seus medos, dos seus segredos e do seu jeito. 
uma vez eu disse o quanto você é foda e você realmente é. você é tão foda que fodeu com a minha mente e com meu coração. você é foda, mais que demais. 
talvez nosso amor nunca daria certo... então o guardo aqui, dentro de uma caixinha... junto com a carta que havia escrito pra ti, junto com a droga do dinheiro da minha passagem, junto com os nossos planos e com todo o resto. 

isso não é uma carta, mas chega a ser uma despedida de nós dois. 

siga em frente, 
em paz, 
com amor... 
sem medo do amanhã. 

ao invés de reticências,
ganhamos um ponto final. 

com todo amor, eu. 
                                                                               

4/2/16. 


p.s: primeiro escrito de 2016, com toda dor do universo... mas coração de escritor já é calejado de tantos amores terminados. 

2 comentários:

  1. Isso me tocou muito! Me vi exposto nesse texto.
    Todo amor do mundo pra você.

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    1. É mesmo? Acho que estamos remando no mesmo barco.
      Todo o amor do mundo pra ti também.

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