sexta-feira, 1 de setembro de 2017

a ilusão da liberdade

acho que eu acordei pra vida e vi que eu tenho total liberdade no universo, porém eu percebi que, eu me prendo dentro de mim mesma. eu não sou como uma borboleta que esteve em um casulo por um determinado tempo e hoje voa livre por aí. eu ainda continuo nesse casulo. a hora da liberdade já chegou e eu continuo aqui, droga! 
por mais que eu me mexa, tente rasgar com as minhas unhas esse casulo no qual eu me prendo, não dá certo e eu continuo angustiando e rezando para que eu seja liberta. mas que diabos! não é uma divindade que me prende ou as pessoas ao meu redor. sou eu mesma! 
eu sempre digo que eu tenho uma imensa liberdade, porém quando chega a noite, eu percebo que, eu não sou livre porra nenhuma. mas eu sou a única culpada, por querer ser tanto e ao mesmo tempo, não ser nada. por querer ter tanto e não ter nada. 
pois é, um dia eu realmente abraço essa tal da liberdade. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

por mim

eu sempre gostei de escrever e o fato de eu sentir de mais, faz com que eu transborde... transborde palavras que não cabem em mim. e uma maneira de eu não perdê-las, é passando pro papel. 
eu escrevo sobre o que eu já senti, sobre o que eu sinto e sobre coisas que eu gostaria de sentir. escrevo sobre as dores, os amores, os pensamentos, as vontades, as loucuras, os pecados e mais uma bocado de coisas que carrego comigo. eu só sinto inspiração de madrugada. talvez seja porque na madrugada tudo se aquieta e a minha imensa loucura grita entre quatro paredes e implora para ser liberta. 
eu amo a liberdade que eu tenho pra escrever sobre qualquer coisa que me cerca e que me toca. eu amo a liberdade de ser quem eu realmente sou em cada palavra e em cada linha de um texto escrito por mim. eu amo a liberdade de poder sentir qualquer sentimento após escrever uma frase, um parágrafo, um texto ou até mesmo um capítulo. e eu amo, completamente, a liberdade que eu sinto em ser imensa e intensa da maneira que eu quiser. 
na escrita eu me liberto sem pudor algum. na escrita eu brinco com as palavras do jeito que eu bem entender. na escrita eu tenho quem eu quiser e da maneira que eu quiser. na escrita eu me imagino em um universo paralelo. escrever abre uma visão de um mundo totalmente aleatório do qual eu vivo. 

eu sempre gostei de escrever e o fato é que eu escrevo apenas por mim. 

sábado, 13 de agosto de 2016

a indecisão é parte de mim

eu não quis sumir,
foi preciso. 
sei que se eu contar isso pra alguém, 
ninguém acreditaria. 

eu não quis sumir, 
realmente foi preciso. 
infelizmente eu precisava de um tempo,
então foi preciso. 

hoje eu me deparo com as coisas 
e sei que talvez eu tenha feito o certo. 
será? 
às vezes eu me contradigo. 

hoje eu te vejo aí 
e eu continuo aqui.
será que realmente foi preciso?
quer saber, eu já não sei mais. 


terça-feira, 9 de agosto de 2016

sol em gêmeos

e eu mudei, de novo 
talvez seja a lua em escorpião 
o sol em gêmeos 
ou o ascendente em leão. 

e eu mudei, de novo

mudei o cabelo, 
fiz algumas tatuagens
e comecei a viver na paz do meu ser. 

e eu mudei, de novo

mas alguns medos não mudaram: 
o medo de ficar completamente sozinha
e o medo de falar em público. 

e eu mudei, de novo. 

mudei a cor do esmalte das minhas unhas
mas o cabelo bagunçado, o lábio vermelho 
e os olhos marejados, continuam aqui. 

e eu mudei, de novo

mas dessa vez mudei por mim 
e hoje nada mais me importa
além de viver em paz. 

quinta-feira, 31 de março de 2016

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

apenas um desabafo

ultimamente a inspiração não vem me acompanhando, então resolvi apenas escrever sobre o que sinto e penso.
hoje fumei dois cigarros e tive a sensação de morte, que me suou como nostalgia. isso é estranho, mas... eu não sei ao certo o que realmente senti. me vi completamente sozinha, mais sozinha que o normal. xinguei, chorei, gritei e quis fugir. os pensamentos andam me atormentando e eu estou deixando isso acontecer. acabei chegando à conclusão que eu preciso desabafar e tirar esse peso que carrego em minhas costas, mas isso se tornou impossível. 
cada dia que passa está cada vez mais difícil passar pro papel o que eu realmente penso e sinto. o meu desejo é ir embora e nunca mais voltar! joguei os meus planos no lixo e agora sigo assim: totalmente perdida, mas estou em paz. 
carrego milhares de pensamentos e sentimentos dentro de mim. preciso fazer uma grande limpeza em minha mente e coração, separar o que é bom e o que já não me faz tão bem assim. preciso encarar o medo e começar a entender que nada é como eu quero, então paciência. tenho que ter o próprio amor, mas não é por isso que devo me tornar egoísta. 
há limites, Emmanuelle.
percebi muitas coisas sobre mim e eu realmente me desconheço... é bom mudar, só espero que eu esteja no caminho certo.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

de: Emmanuelle

Júlia, 

te escrevo para dizer que há um mundo lá fora. não tenha medo do futuro e não carregue o peso do passado sempre em seus ombros. tudo que aconteceu teve de acontecer, então, não se culpe, por favor.  
entenda que, as pessoas mudam, as plantas morrem, a tinta da sua caneta preferida vai acabar e pelo menos uma vez, o seu coração vai se quebrar em pedaços. pedaços que o tempo conserta. você ainda vai olhar no espelho e vai enxergar que além do batom vermelho, o cabelo bagunçado e os olhos marejados, há uma moça que apenas quer ser livre. mas entenda também que, ninguém te prende, além de si mesma. 

quando se sentir triste, sente numa praça e se encante com a inocência das crianças que brincam ali por perto. e como já dizia aquela frase clichê: joelhos machucados doem menos que um coração partido.