terça-feira, 5 de setembro de 2017

pirulito e chiclete

todo santo dia eu te peço pra comprar pirulitos para mim. todo final de tarde, eu me aproximo de você e sussurro para me comprar pirulitos e chicletes... ou melhor ainda, pirulitos que sempre acabam em chiclete... uma surpresa. e eu te peço isso como uma criança pede ao seu pai para comprar tal brinquedo que passou na tv. 
você odeia o modo que eu colocou o pirulito na minha boca e fico batendo em meus dentes, fazendo um barulho que te irrita profundamente. como também odeia a maneira que eu chupo o pirulito e encaro os velhos que encontramos nos bares em meio ao caminho que seguimos. e também odeia a maneira como eu falo com pirulito na boca ou quando engulo a saliva saboreando o sabor de morango. você odeia quando pirulito acaba e eu começo a mascar o chiclete, o esticando e enrolando o mesmo entre os meus dedos. você me encara enquanto fuma o seu cigarro e ri com um sorriso torto e falso. você odeia a maneira como eu faço uma bola enorme com o chiclete e ela estoura e eu dou risada. você odeia a maneira como eu tento te provocar quando estamos na rua, com pirulito ou chiclete, ou até mesmo, com as minhas mãos. a real é que você odeia tudo isso que eu faço, pelo simples fato de estarmos em um lugar público.

                                                                               buy me my peach lip gloss,
                                                                                  cigarettes and lollipops. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

a ilusão da liberdade

acho que eu acordei pra vida e vi que eu tenho total liberdade no universo, porém eu percebi que, eu me prendo dentro de mim mesma. eu não sou como uma borboleta que esteve em um casulo por um determinado tempo e hoje voa livre por aí. eu ainda continuo nesse casulo. a hora da liberdade já chegou e eu continuo aqui, droga! 
por mais que eu me mexa, tente rasgar com as minhas unhas esse casulo no qual eu me prendo, não dá certo e eu continuo angustiando e rezando para que eu seja liberta. mas que diabos! não é uma divindade que me prende ou as pessoas ao meu redor. sou eu mesma! 
eu sempre digo que eu tenho uma imensa liberdade, porém quando chega a noite, eu percebo que, eu não livre porra nenhuma. mas eu sou a única culpada, por querer ser tanto e ao mesmo tempo, não ser nada. por querer ter tanto e não ter nada. 
pois é, um dia eu realmente abraço essa tal da liberdade. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

por mim

eu sempre gostei de escrever e o fato de eu sentir de mais, faz com que eu transborde... transborde palavras que não cabem em mim. e uma maneira de eu não perdê-las, é passando pro papel. 
eu escrevo sobre o que eu já senti, sobre o que eu sinto e sobre coisas que eu gostaria de sentir. escrevo sobre as dores, os amores, os pensamentos, as vontades, as loucuras, os pecados e mais uma bocado de coisas que carrego comigo. eu só sinto inspiração de madrugada. talvez seja porque na madrugada tudo se aquieta e a minha imensa loucura grita entre quatro paredes e implora para ser liberta. 
eu amo a liberdade que eu tenho pra escrever sobre qualquer coisa que me cerca e que me toca. eu amo a liberdade de ser quem eu realmente sou em cada palavra e em cada linha de um texto escrito por mim. eu amo a liberdade de poder sentir qualquer sentimento após escrever uma frase, um parágrafo, um texto ou até mesmo um capítulo. e eu amo, completamente, a liberdade que eu sinto em ser imensa e intensa da maneira que eu quiser. 
na escrita eu me liberto sem pudor algum. na escrita eu brinco com as palavras do jeito que eu bem entender. na escrita eu tenho quem eu quiser e da maneira que eu quiser. na escrita eu me imagino em um universo paralelo. escrever abre uma visão de um mundo totalmente aleatório do qual eu vivo. 

eu sempre gostei de escrever e o fato é que eu escrevo apenas por mim. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

rotina

acordei. 
permaneci por um tempo com os olhos fechados com a esperança que o sono viesse me fazer companhia novamente. 
eu sempre gostei de fugir da minha realidade nos meus sonhos. lá sim, eu me sentia bem. 

a tentativa foi falha e nada aconteceu. o sono não veio e eu tive de acordar. 
fui até o banheiro, me olhei por alguns segundos no espelho. abri um sorriso torto e vi o quanto eu mudei. 
abro a torneira delicadamente. lavo as minhas mãos, faço uma concha com as mesmas para que eu pudesse pegar um bocado d'água e lavar o meu rosto. assim o fiz. 
retornei para o meu quarto e me deito novamente na cama bagunçada. 
o dia tá tão cinza. tudo está morto. 

eu rio com os meus pensamentos. 
mas então logo você se apossa desses pensamentos loucos e um tanto peculiares. 
fecho os olhos, assim posso te imaginar melhor. então um sorriso é formado em meus lábios. torto, mas o tal sorriso continua lá. 
canto num tom baixo a música que um dia você cantou para mim e por um momento, eu te desejo aqui. 

domingo, 4 de dezembro de 2016

você é a calma no centro do caos




em meio ao caos da minha vida, 

em meio aos choros e crises, 
em meio às dores, 
em meio à escuridão... 
você é a luz que ilumina 
o caminho que me conecta 
ao seu coração.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

you

você é a pessoa que eu quero que permaneça e que me aqueça nos dias frios
você é a música que me acalma em meio ao caos
você é a poesia que faz com que meus dedos não parem de escrever.


simplesmente você... 

sábado, 13 de agosto de 2016

a indecisão é parte de mim

eu não quis sumir,
foi preciso. 
sei que se eu contar isso pra alguém, 
ninguém acreditaria. 

eu não quis sumir, 
realmente foi preciso. 
infelizmente eu precisava de um tempo,
então foi preciso. 

hoje eu me deparo com as coisas 
e sei que talvez eu tenha feito o certo. 
será? 
às vezes eu me contradigo. 

hoje eu te vejo aí 
e eu continuo aqui.
será que realmente foi preciso?
quer saber, eu já não sei mais.