quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

bagunça .3

acordo de madrugada e vou até a varanda, observo o vazio e ouço o silêncio da rua, percebo que: esse vazio mora em mim. pego o cigarro e risco um fósforo, acendo. volto pro quarto e me deito, trago o cigarro e por alguns segundos fecho os meus olhos, me lembro de ti e eu juro que, eu me recuso a lembrar de nós dois. mas não tem jeito, esse é o pensamento e concluo: pode passar minutos, dias, meses e até mesmo anos, eu sempre me lembrarei de ti na sua mais bela forma, na sua mais bela bagunça, na sua mais bela maneira de ser, simplesmente ser quem tu és.
apago o cigarro e desejo que: o meu amor por ti acabasse quando o careta se apagasse.

meu amor por ti é contraditório. há uma linha tênue entre o início e o fim.

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